Sonia Beth Universo Feminino

Emoções – Aromaterapia – Astrologia


Conto de Fadas para a Lunação de Peixes de 2026

A menina sereia

Gente, gostaria de propor uma atividade lúdica: brincar com um conto de fadas e perceber se este conto nos traz alguma informação do fundo da nossa alma para este momento.

Este conto é de origem espanhola e nos oferece reflexões sobre sonhos realizados, términos de ciclos e possíveis recompensas.

Regras :

  • não tente entender o conto racionalmente, apenas ouça ou sinta a informação que ele lhe traz (se trouxer);
  • procure ver que cada personagem ou animal representa uma característica, uma força poder da menina.
  • entenda que o casamento representa a integração entre os princípios masculino e feminino existentes dentro dela mesma. Por isso, eles se casam e vivem felizes para sempre. ok?

Em outro momento, vou descrever o meu processo de compreensão desta leitura, ok? Logico, sem certo ou errado, cada um tem a sua compreensão que é muito válida.

Podemos começar? Você está pronto(a)?

Havia certa vez uma menina muito bonita, cujos pais satisfaziam todos os seus caprichos.

                Um dia a mãe estava muito cansada e a menina se ofereceu para ajudá-la.

                – O que posso fazer, mamãe?

                A mãe surpreendida, lhe pediu que remendasse os buracos da rede. Quando estava prestes a acabar, um grande peixe saltou no ar.  Ao vê-lo, a menina jogou a rede e o apanhou.

                – Que peixe bonito! – exclamou.

                – Por favor, não me mate – pediu o peixe – se você fizer isto, se transformará em peixe.

                A menina correu para sua mãe:

                – Mamãe, eu apanhei um peixe que fala! – gritou

                – Devolve-o ao mar, sua maldição trará má sorte para nós.

                Mas a menina insistiu em comê-lo e convenceu sua mãe a fritá-lo. Mas, assim que deu uma mordida, seu corpo começou a ficar frio.

                Seus pais contemplaram horrorizados como ela ia se   transformando   em peixe e ao cair sobre a janela, com um olhar muito triste, a menina-peixe se jogou no mar.

                Estava chorando quando um grupo de peixes passou ao seu lado. Todos eles sabiam o que havia acontecido, já que haviam passado pela mesma situação.

                – Irmãzinha, venha conosco até ao palácio da Rainha – disseram.

                – Ela os acompanhou pelas verdes profundezas do fundo do mar repletas de tesouros escondidos. E quase se esqueceu de seus problemas até que chegaram às muralhas de coral do palácio.

                A chorosa menina-peixe contou à rainha a maldição que havia caído sobre ela.

                – Eu também era uma mocinha – falou a rainha carinhosamente -, mas um gigante malvado   me roubou a coroa e a colocou sobre a cabeça de sua filha. E como um passe de mágica, encantou o meu príncipe, fazendo-lhe crer que estava casado com sua filha, ao invés comigo.  Não podendo suportar a injustiça, me joguei no mar. Minhas fiéis damas me seguiram, mas um bom mago, que havia visto tudo, se apiedou de nós e nos deu o dom de viver como sereias. E aqui permaneceremos até que a coroa seja recuperada.

                – Oh, deixa-me ir buscá-la   – disse a menina-peixe.

                A rainha admirando sua valentia, lhe deu instruções.

                – Para chegar até a montanha do gigante, precisará mudar de forma. Só tem que dar um pequeno golpe à sua frente e gritar o nome do animal que queira se transformar.

                Quando a menina-peixe chegou à margem, disse:

                – CERVO, venha a mim.

                Transformada em cervo, entrou no bosque, mas logo um príncipe que estava caçando começou a persegui-la. Quando ele a capturou, ficou olhando seus olhos profundos e disse:

                – Você deve ser uma donzela encantada.

                O cervo não perdeu um segundo sequer e saiu correndo, abandonando o príncipe, deixando-o ferido de amor.

                Chegou na montanha do gigante, em uma muralha que rodeava o castelo:

                – FORMIGA, vem a mim – disse. E trepou pela muralha até no alto. Ali se transformou em MACACO e saltou dentro dos aposentos do gigante. Após se transformar em PAPAGAIO, puxou a manga do gigante adormecido e o acordou.

                -Que demônios! Vou te torcer o pescoço – gritou o gigante.

                – Matar-me não vai lhe ajudar em nada. Venho pela coroa – disse a menina-papagaio.

                O gigante pensou um momento e logo aceitou trocar a coroa por um colar de pedras azuis da muralha da Cidade Grande.

                A menina-papagaio concordou e abandonou o palácio. Se transformou em uma AGUIA, voltou à Cidade Grande e arrancou umas pedras azuis que adornavam a muralha. As uniu e regressou com um colar. Mas o gigante não estava satisfeito.

                – Agora me traz uma coroa de estrelas – exigiu.

                Quando ninguém a via, se transformou em um SAPO e olhou dentro de um lago cristalino. Ali reuniu as estrelas refletidas na água e fez uma cora com elas.

                Transformada novamente em PAPAGAIO, presenteou o gigante com a celestial obra de arte.  A beleza da coroa era tamanha que o gigante se comoveu até às lágrimas.

                – A coroa é tua – disse finalmente.

                Então ela voltou ao palácio submarino. As criaturas do mar, que já haviam perdido todas as esperanças, se reuniram para ver como a menina-peixe entregava a coroa para a rainha. Depois disso, nadaram até à superfície, perdendo seus rabos de peixe enquanto o faziam.

                Regressaram ao antigo palácio da rainha, onde a impostora e seu marido há muito tempo estavam mortos.  Mas seu filho, que era príncipe quando ela desapareceu, agora era o rei. O encontrou sentado cabisbaixo junto aos jardins.

                –  O que te atormenta? – perguntou a mãe ternamente.

                – Estou enamorado de um cervo – exclamou o Rei.

                – Ah, é isso? – riu a rainha.

                Levou seu filho até a menina-peixe, que se havia transformado em uma linda moça no decorrer de suas aventuras. Quando o rei olhou para os olhos dela, reconheceu os olhos do cervo que havia encontrado no bosque.

                E logo se casaram e foram muito felizes.

Um abraço
@soniasimbolos

Qual foi a sua percepção?

Referência:

HUNT, Lisa – Érase una vez…



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