Estamos na segunda quinzena da lunação de Peixes do ano de 2026.
Lua Cheia em 01/04/26 aos 12-13° do eixo Aries/Libra.
O casal real no segundo decado deste eixo, cabalisticamente , passa por um centro de força regido por Saturno.
Deusa Limitadora é a face da Deusa correspondente a este momento.
Então, trouxe este conto, de origem alemã, para ilustrar ludicamente este momento.
Permita que este conto converse com você e ouça o que ele lhe diz.
Você pode fazer correlações com o 03 de Espadas do Taro.
Palavras-Chaves- Tristeza, Coração Partido, Solidão
A PEQUENA VENDEDORA DE FÓSFOROS
Era uma tarde de inverno, próximo ao Natal. Uma pobre menina , congelada de frio, andava descalça pelas ruas cheias de neve. Procurava vender caixas de fósforo às pessoas que se agitavam pelas ruas, aproveitando o último momento para ir comprar os presentes de fim de ano. Mas as pessoas passavam apressadas sem prestar atenção na menina, que não parava de tremer com as mãos azuladas e os lábios roxos. A tarde estava terminando, e a menina ainda não havia vendido uma caixinha sequer. Estava com muito medo de voltar para casa e apanhar de seu pai, por não ter vendido nada. E ainda, seus pés estavam muito enrijecidos para caminhar. De repente, se sentiu muito cansada; necessitava descansar. Então se encolheu em um beco coberto de neve. O único agasalho que tinha era um fino chale com que procurava cobrir seus trapos e seu corpo frágil. Suas mãos doíam terrivelmente por causa do frio. Ela precisava se aquecer de alguma forma e pensou nos fósforos.
– Oh, como seria bom sentir o calor da chama – disse. E acendeu um fósforo.
O fósforo ofereceu um pouco de calor à menina. As mãos tremiam e sua cabeça girava enquanto segurava o fósforo no alto, maravilhada com a luz fraca e tremula. Dentro da chama pode ver um fogão brilhante que emitia um calor aconchegante. Seus pulmões o absorveram, esquentando seu gelado coração enquanto ela contemplava fascinada a mágica cena. Estendeu seus doloridos dedos até ao fogão, sentido cócegas de bem-estar que a percorria de cima a baixo. Neste momento, a chama se apagou.
Sem duvidar, acendeu outro fósforo. O brilho foi lhe revelando lentamente uma bonita mesa repleta de comida quente. O aroma do banquete chegava a sua cabeça e sob o encanto da visão ela se sentia mais leve. No canto daquela preciosa casa havia uma espetacular Arvore de Natal coberta com luzes em forma de estrelas. Era uma arvore fantástica. Tinha uma estrela brilhante na copa que projetava um arco íris de cores sobre os pacotes de presentes que havia a seus pés. De repente, a arvore tremeu e a estrela que brilhava em sua copa, caiu. Enquanto a menina procurava pegá-la, o fosforo se apagou.
Finalmente a pequena havia deixado de tremer, mas tinha as mãos tão duras que apenas podia segurar os fósforos. Com um último e desesperado esforço, os juntou e acendeu todos de uma vez. Os fósforos iluminaram toda a magnifica riqueza de cor e formas que havia na cena. Através de uma espécie de neblina mágica, podia perceber o rosto de sua amada avó, a única pessoa que havia verdadeiramente lhe amado. Enquanto sua avó vivia, foi uma menina feliz a quem lhe encantava escutar contos e comer biscoitos. Mas quando a anciã morreu, tudo mudou e só conheceu miséria a partir de então. Sua avó, dentro do brilho, emanava serenidade e pedia docemente à menina que se fosse com ela. A menina, com os olhos fixos nos olhos cheios de amor da avó, apenas podia mover os membros.
– Oh, avó, quero estar sempre contigo.
Contendo a respiração, abriu os braços e sentiu um calor que percorria todo o seu corpo. Sentiu como a avó lhe abraçava, enquanto ela caia no sono. E quando as últimas chamas se apagaram, a menina deu seu último suspiro e suas mãos caíram na neve fresca.
Na manhã do novo ano, uma multidão havia se juntado ao redor do pequeno corpo congelado encostado nas frias pedras da parede.
– Oh, pobrezinha, deve ter sido deixada sozinha no meio da noite fria. – disse uma das pessoas que a olhavam.
– Sim – respondeu outro – mas está sorrindo. O que ela viu antes de morrer deve ter sido maravilhoso.
Espero que este conto tenha sido curativo para você. Se quiser conversar estarei por aqui sobeca15@gmail.com
Abraços
Referência
HUNT, Lisa – Érase una vez…

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